Nota: As taxas dos Certificados de Aforro variam mensalmente. Os valores aqui apresentados têm fins ilustrativos — consulta sempre o site oficial em aforros.pt para a taxa atual antes de investires.

Os Certificados de Aforro são provavelmente o produto de poupança mais seguro disponível em Portugal. São emitidos diretamente pelo Estado português, o que significa que o risco de crédito é o do próprio Estado — sem limite de garantia de depósitos como acontece nos bancos.

Durante anos foram ignorados por terem taxas próximas de zero. A subida das taxas de juro do BCE mudou esse cenário, e muitos portugueses redescobriram este produto. Mas há detalhes importantes a conhecer antes de avançar.

O que são os Certificados de Aforro

Os Certificados de Aforro são títulos de dívida pública emitidos pelo Estado português, dirigidos especificamente a particulares residentes em Portugal. São geridos pelo IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública).

Ao subscreveres Certificados de Aforro, estás essencialmente a emprestar dinheiro ao Estado português, que te paga uma taxa de juro em troca. O principal está 100% garantido — não há risco de perda do capital, ao contrário de ações ou fundos.

Como funcionam (prazo, juros, capitalização)

Os Certificados de Aforro têm um prazo máximo de 10 anos, mas podes resgatar o teu dinheiro a partir do final do terceiro mês após a subscrição.

Os juros são calculados e capitalizados mensalmente — ou seja, os juros de cada mês são adicionados ao capital, e no mês seguinte passas a ganhar juros sobre um valor maior (capitalização composta). Este efeito é mais significativo quanto mais tempo mantiveres o investimento.

A taxa de juro aplica-se por série (cada mês abre uma nova série com a taxa desse mês) e é atualizada mensalmente pelo IGCP, com base numa fórmula ligada às taxas de mercado. A taxa pode descer ou subir dependendo das condições macroeconómicas.

Existe um limite máximo de €250.000 por pessoa em Certificados de Aforro.

Como comprar Certificados de Aforro

A subscrição é simples e pode ser feita de duas formas:

Para subscrever precisas de: NIF português, conta bancária em Portugal (para liquidação), e acesso à Autenticação.gov ou Chave Móvel Digital (para o portal online).

O montante mínimo de subscrição é de €100 e o máximo por operação é definido pelo IGCP — consulta o site para os limites atuais.

Vantagens e desvantagens

Vantagens

Desvantagens

Quando fazem (e quando não fazem) sentido

Fazem sentido quando: procuras a máxima segurança para as tuas poupanças; tens um horizonte de pelo menos 3–6 meses; queres evitar o risco de contraparte de um banco; tens montantes acima de €100.000 e a garantia de depósitos bancários não é suficiente.

Podem não fazer sentido quando: precisas de liquidez imediata (fundo de emergência de acesso rápido); a taxa atual dos Certificados é inferior a outras alternativas seguras disponíveis; vais precisar do dinheiro nos próximos 3 meses.

Comparação com outras opções de poupança segura

Produto Segurança Liquidez Taxa
Certificados de Aforro Garantia do Estado (sem limite) Após 3 meses, alguns dias úteis Variável — ver aforros.pt
Depósito a prazo bancário FGD até €100.000 No vencimento (penalização se resgatar antes) Variável por banco
Conta poupança bancária FGD até €100.000 Imediata Geralmente mais baixa
Trade Republic (conta remunerada) Sistema alemão até €100.000 Alta (transferência para conta bancária) Variável — ver site TR

A escolha entre estas opções depende do montante, do horizonte temporal e da tua prioridade entre segurança, taxa e liquidez. Para muitas pessoas, a resposta não é um único produto — é uma combinação: conta poupança para o fundo de emergência (liquidez imediata) e Certificados de Aforro para poupanças de médio prazo (melhor taxa, máxima segurança).